É mais difícil emagrecer depois da menopausa. Fato ou Mito?





A partir dos 25 anos, segundo a literatura, já há uma queda natural nas taxas hormonais das mulheres, favorecendo o estoque de gordura corporal em vez da utilização desse tecido adiposo como fonte de energia para o corpo, reduzindo a massa magra e dificultando sua “construção”, entre outros fatores que somados resultam em mudanças na nossa composição corporal. Isso significa que, depois dos 30, o corpo já não responde da mesma forma aos estímulos de exercícios e alimentação como respondia aos 18-20 anos de idade. Depois dessa faixa etária, tanto as mulheres quanto os homens perdem em média de 2 a 5% do metabolismo celular a cada década — parece insignificante, mas não é. Na menopausa, o metabolismo basal será naturalmente menor que na adolescência ou no início da juventude.

Apesar do corpo não responder mais como antes, isso não é motivo para abandonar a disciplina e o comprometimento com a sua dieta e com a sua rotina de treinos. Até porque o sedentarismo e a má alimentação só vão piorar essa “redução metabólica”, uma vez que quanto mais ganhamos gordura corporal, mais nosso metabolismo se lentifica (sem mencionar o impacto da inflamação crônica subclínica, uma das mais graves e silenciosas consequências sem um estilo de vida contraproducente).

Com o acompanhamento de um endocrinologista e de um nutricionista e com estratégias de acordo com o seu caso, seu histórico e suas individualidades, podemos tentar melhorar essa perspectiva, bem como minimizar possíveis sinais e sintomas (que vão muito além da imagem corporal) decorrentes das mudanças hormonais e metabólicas às quais estamos todos suscetíveis ao longo de nossas vidas.

O importante mesmo é não desistir de si mesma(o), independente da sua idade e dos obstáculos que vierem pela frente!